Felicidade empresarial é errar menos

23/02/2010

Errar é humano. Começar este post com um clichê pode ser considerado um erro crasso. Mas eu sou humano, o que, ironicamente, permite-me a heresia.

De erro em erro, a humanidade se contrói. Há quem diga que só se aprende errando. Outros, acreditam que errar, na verdade, ensina menos que acertar (pelo menos quando não há punições envolvidas). Eu acho o ato de errar importante, mas, convenhamos, para uma empresa dar certo, ela tem que acertar mais do que errar.

Para isso, você pode pensar que devam existir fórmulas matemáticas extensas e complicadas. Ou talvez que seja preciso realizar um MBA super mega plus em marketing nos EUA. Ou mesmo nascer sabendo.

Não é isso que Atul Gawande (cirurgião e escritor) afirma. Na verdade, parece mesmo ser o contrário disso: simplicidade faz bem demais a empresas. Ele lançou um livro chamado The Checklist Manifesto: How to Get Things Right, onde defende a importância de listas com procedimentos básicos a serem seguidos. É o que costuma se chamar (inclusive, aqui no Brasil) de checklist.

Desta forma, impede-se que ações básicas (e até mesmo banais) sejam esquecidas em meio à correria cotidiana. Isso não é novidade para ninguém. Muita gente já tem costume de fazer suas checklists diárias. O que acho mais interessante (além dele ter lançado um livro e ganhado dinheiro com uma ideia tão singela) é o lembrete de que, muitas vezes, as soluções para grandes problemas são muito mais simples do que a gente pensa.

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