A urgência pela rapidez

17/03/2010

Fazer rápido é o mote do trabalho contemporâneo. Às vezes, mais do que fazer bem. E talvez seja exatamente esse o problema de muitas empresas: como suprir as demandas por velocidade sem perder a linha e comprometer o produto final.

No primeiro capítulo do livro 47 Ways to Make Your Organization Exceptional, de John G. Miller, o autor chama atenção para possíveis caminhos que podem contribuir para responder aos anseios modernos. Senso de urgência é uma das características mais recorrentes em empresas eficazes. Saber que algo precisa ser feito e que pode ser feito rápido resolve metade de um problema.

Objetividade também ocupa um importante papel nessa equação em busca do melhor trabalho no mais curto espaço de tempo. Com um exemplo simples, ele ilustra a ideia: se você sabe que tem uma cobra no escritório e que é preciso matá-la, não vá pesquisar de onde ela veio, quem a deixou ali ou qual é a sua espécie; apenas corte a cabeça dela.

Entretanto, fazer rápido não deve ser confundido com fazer de qualquer forma. Cada processo e trabalho deve ter seu tempo para ser edificado. Quando se diz que o trabalho deve ser feito o mais rápido possível, é preciso ter controle sobre esse conceito de possível. Assim, o produto final tem qualidade, quem participa do processo não fica estressado e ainda desenvolve um senso de urgência que é produtivo. Se um funcionário liga velocidade a fazer de qualquer jeito, fica desmotivado, descoordenado e estressado. É um caminho muitas vezes sem volta, numa velocidade maior do que a que costuma se exigir sem critério.


Como manter talentos na empresa sem uma corrente

02/03/2010

Um grande problema empresarial é como manter a sua força produtiva (que deve sempre ser a melhor)  interessada, atuante e fiel. Ser um bom companheiro costuma funcionar. Entretanto, em meio à correria cotidiana, às vezes muita gente esquece disso.

Paul S. Gumbinner, da Advertising Age, enumerou 8 caminhos para diminuir a rotatividade de funcionários. Segundo Gumbinner, há um contrato informal entre patrão e empregado em que ambos prometem cuidar um do outro. Mas, quando esse contrato é abalado, chega a hora de mudar. E, nesses casos, dinheiro não costuma ser o maior problema, como nós já poderíamos imaginar.

É bom ler essas dicas. Por mais óbvias que sejam, vale sempre tê-las na lembrança.


Felicidade empresarial é errar menos

23/02/2010

Errar é humano. Começar este post com um clichê pode ser considerado um erro crasso. Mas eu sou humano, o que, ironicamente, permite-me a heresia.

De erro em erro, a humanidade se contrói. Há quem diga que só se aprende errando. Outros, acreditam que errar, na verdade, ensina menos que acertar (pelo menos quando não há punições envolvidas). Eu acho o ato de errar importante, mas, convenhamos, para uma empresa dar certo, ela tem que acertar mais do que errar.

Para isso, você pode pensar que devam existir fórmulas matemáticas extensas e complicadas. Ou talvez que seja preciso realizar um MBA super mega plus em marketing nos EUA. Ou mesmo nascer sabendo.

Não é isso que Atul Gawande (cirurgião e escritor) afirma. Na verdade, parece mesmo ser o contrário disso: simplicidade faz bem demais a empresas. Ele lançou um livro chamado The Checklist Manifesto: How to Get Things Right, onde defende a importância de listas com procedimentos básicos a serem seguidos. É o que costuma se chamar (inclusive, aqui no Brasil) de checklist.

Desta forma, impede-se que ações básicas (e até mesmo banais) sejam esquecidas em meio à correria cotidiana. Isso não é novidade para ninguém. Muita gente já tem costume de fazer suas checklists diárias. O que acho mais interessante (além dele ter lançado um livro e ganhado dinheiro com uma ideia tão singela) é o lembrete de que, muitas vezes, as soluções para grandes problemas são muito mais simples do que a gente pensa.


As Consolações da Filosofia

05/02/2010

Esse blog, aparentemente, segue uma tendência filosófica nesses últimos tempos. Não posso afirmar que rumos tomará daqui pra frente, mas tratará sempre da Plá, publicidade e negócios, podem ter certeza.

A introdução receosa se deve a esse livro aqui: As Consolações da Filosofia, do Alain de Botton. Ele tem sido um autor badalado no meio de livros de filosofia/auto-ajuda. Não gosto de classificar os livros dele de auto-ajuda, entretanto – principalmente, pela carga negativa que eles insistem em carregar.

Este seu livro trata de como utilizar a filosofia para combater determinados males sociais. No caso, os males são: impopularidade, falta de dinheiro, frustração, inadequação, coração partido e dificuldades. Em cada capítulo, o autor busca referências históricas, filosóficas e artísticas que reforcem seus argumentos, sempre em busca de uma visão mais leve e menos avassaladora da vida.

Acredito que o livro é uma boa referência para qualquer pessoa que sinta a necessidade de uma forcinha a mais para aguentar o ritmo de vida que o trabalho e as relações interpessoais aceleram tanto.


Pesquisa sobre redes sociais

03/02/2010

A Agência Click realizou uma pesquisa sobre o crescimento das redes sociais de internet no Brasil. Vale a pena dar uma olhada. Claro que dá para perceber um grande discurso voltado ao crescimento sólido e representativo da internet. Não dava para esperar menos de uma empresa que trabalha com esse mercado.

De qualquer forma, é interessante. E também importante para se manter atualizado.


The School of Life

02/02/2010

Obter respostas para as dúvidas que temos ao longo da vida é um exercício contínuo. É tão recorrente que chegamos a mudar de ideia sobre um mesmo tema diversas vezes – por mais que não gostemos de admitir.

O amor representa algo quando temos 15 anos. E representa algo muito diferente quando temos 30, 50 ou 80.

Agora, onde encontrar essas respostas costuma ser uma grande dúvida. Bem, para isso existem os livros, escolas, família, internet, emprego e até a TV. Também existe esse site aqui, chamado The School of Life. Além de aforismos diários, como esse do Woody Allen: “You can live to be a hundred if you give up all the things that make you want to live to be a hundred“, o site oferece cursos e aulas relativos aos mais variados temas. Infelizmente, as aulas acontecem na sede deles, em Londres. Mas quem se interessar já tem algo a fazer por lá quando viajar.

Aqui no Rio de Janeiro há alguns cursos de filosofia que possuem pretensões parecidas com The School of Life, mas não acho que tenham a mesma preocupação estética e institucional. Essa é uma escola que realmente ensina a viver. E eu que pensava que isso era coisa do passado…


Ad Contrarian

28/01/2010

Nesses dias, flanando pelo twitter, achei a referência de uma agência cujo dono adora dizer ser “do contra”. E, boa parte das vezes, parece ser. Apesar de eu achar que, como qualquer agência, ele só está buscando ser diferente dos outros.

O negócio é que ele escreveu um livro, que pode ser baixado aqui, inclusive, falando sobre como a maioria das agências de publicidade está errada ao achar que as campanhas premiadas em grandes eventos do meio realmente são eficazes. Ele também critica o pensamento de que entretenimento e publicidade têm tudo a ver, assim como outros tabus relativos ao mercado publicitário.

O Ad Contrarian me parece oferecer uma visão enriquecedora sobre o mercado, mas não digo isso por pensar que o livro está completamente certo, e sim pois acho que remar contra a maré é sempre salutar para que possamos questionar alguns valores aparentemente inquestionáveis.

Recomendo a leitura para quem se interessar. O livro é muito breve e objetivo. O autor, Bob Hoffman, é CEO da agência Hoffman/Lewis.


Douglas Bicicleta

27/11/2009

Sim, esse é o nome da figura: Douglas Bicicleta. Mas o cara é um ilustrador bastante habilidoso.


Atendimento x Criação

25/11/2009

É um problema aparentemente eterno no mercado publicitário. Mas tem um cara que está tentando resolver esse dilema universal e milenar: George Fuller é o nome da figura. Ele oferece um serviço para eliminar as picuinhas entre atendimento e criação.

Dividindo os hemisférios direito e esquerdo do cérebro, ele afirma entender a razão de tantas brigas: diferentes maneiras de pensar, uma mais racional e outra mais emotiva. Acho que faz sentido.

Ele se tornou consultor para assuntos de relacionamento em empresas, especificamente, de publicidade. Se funciona, não sei, mas parece ser uma boa tentativa. Olha o videozinho que ele fez (ele é o cara do violão) abaixo. Não achei a música muito legal não…

Aqui vai o site Cranial Garage, do dito cujo.


Uma boa sugestão

25/11/2009


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